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A estética da web 2.0 em discussão

28 de dezembro de 2007
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Elliot Jay Stocks fez uma apresentação criticando a estética 2.0 no Future Of Web Design, que rolou em Nova Iorque, em novembro último. Elliot separou diferentes elementos comumente usados no webdesign e comentou a falta de criatividade que assola muitos designers. É óbvio que a crítica gerou comentários aflamados de partidários da causa da criatividade e daqueles que amam a estética 2.0. Até o momento, há 104 comentários em seu blog sobre a apresentação.

Não há nada de errado em usar elementos gráficos comuns em larga escala, diria até que isso contribui para a usabilidade do site, porque facilita reconhecer o que é um menu, o que é um botão, o que é um banner. O alvo da crítica é o uso massante, repetitivo e indiscriminado destes elementos, inclusive quando o cliente insisite querer “um look tipo web 2.0, entendeu?”.

A própria discussão sobre “criatividade” costuma ser entremeada de afetividade, argumentos evasivos e paixonites estéticas. Não é incomum ouvir que os designers só querem fazer coisas estéticamente lindas mas pouco funcionais e que analistas de usabilidade são engenheiros que abominam o bom design. Nem lá nem cá. É possível fazer um site lindo e funcional. Aliás, nossa obrigação profissional é essa.

A crença de que o que é inovador não é funcional é tolice. Só testando para saber. Já a tendência de relacionar usabilidade a engenheria vem do fato do Jakozão (Nielsen, para quem não pegou a piada) se entitular “Engenheiro de Usabilidade” e manter um dos sites com melhor conteúdo e pior visual já vistos, o seu UseIt.

Como o próprio sócio do Nielsen, Don Norman coloca com propriedade: se a questão for abordada como um problema de design, toda a névoa desaparece e o foco vai para o usuário. Daí, se o design gráfico resultante tiver uma estética 2.0, sem dúvida será plenamente justificável e contribuirá com uma boa experiência de uso. Mas…

Como uma boa polêmica nunca sai de moda, vale conferir, via SlideShare:

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Rafael Rez

Autor do livro "Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI", publicado pela DVS Editora. Possui MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2013. Fundador da consultoria de marketing digital Web Estratégica, já atendeu mais de 1.000 clientes em 20 anos de carreira. Co-fundador da startup GoMarketing.cloud. Fundou seu primeiro negócio em 2002, de onde saiu no final de 2010. Foi sócio de outros negócios desde então, mantendo sempre como atividade principal a direção geral da Web Estratégica. Além de Empreendedor e Consultor, é Professor em diversas instituições: HSM Educação, ILADEC, Cambury, ESAMC,ALFA, ESPM, INSPER. Em 2016 fundou a Nova Escola de Marketing.

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