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O Melhor do Mundo – resenha do livro de Seth Godin

Livro "O Melhor do Mundo" - Seth GodinAutor: Seth Godin
Tempo Estimado de Leitura: 1,5 horas
Linguagem: Simples
Diagramação: Tradicional
Custo-Benefício: Muito bom
Páginas: 101
Editora: Sextante
Lido em: Mai/2009
Onde encontrar: Submarino

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A cada livro o guru de marketing Seth Godin mostra que escrever sobre o óbvio com um ponto de vista ligeiramente diferente ou inusitado se tornou sua fórmula do sucesso.

No entanto, “O Melhor do Mundo” (The Dip, no título original em inglês) é talvez seu livro que menos fale diretamente sobre marketing. Dá para colocá-lo na seção de Auto-Ajuda numa boa.

O fato do livro ter sido editado pela Sextante contribui muito para isso. A Sextante vem se especializando em livros de auto-ajuda, “inspiracionais” e de “negócios”, tanto que comprou os direitos no Brasil de outro autor best-seller, Malcolm Gladwell.

O Melhor do Mundo é um livro bem curto, e isso é proposital. É um livro under-hundred, propositalmente com menos de 100 páginas. A linguagem é estupidamente fácil, letras grandes, ilustrações de Hugh Mcleod, ou seja, todo o cenário pronto para um livro altamente vendedor.

Em termos de texto, lembra muito O Paradoxo da Escolha, só que não sob o ponto de vista da psicologia e sim do marketing. Em muitos momentos me lembrei dos argumentos de Barry Schwartz no Paradoxo.

Só que ao contrário de Schwartz, que defende que o suficientemente bom já é bom demais, Godin acredita que é necessário ser o melhor para se destacar e que não vale a pena começar a enfrentar um desafio sem a certeza de poder ir até o final.

Godin resume rapidamente seu pensamento na página 17 do livro:

“Qualquer pessoa que pense em contratá-lo (…) vai se perguntar se você é a melhor escolha. Melhor no seguinte sentido: melhor para ela, neste momento, com base no que ela sabe e acredita. E do mundo no seguinte sentido: o mundo desta pessoa, o mundo ao qual ela tem acesso.”

É sobre este ponto de vista que todo o argumento do livro é desenvolvido. Nada supreendente, mas de certa forma inusitado. Como bom autor de marketing, ao invés de dar um tapa na cara do leitor, Godin prefere convencê-lo lentamente a mudar de opinião e vai costurando seus argumentos de forma cadenciada.

Godin defende que há um rápido crescimento sempre que nos dedicamos a alguma coisa, seja uma profissão seja aprender a jogar tênis. Depois deste crescimento inicial, há um vão, um tempo longo em que tudo parece não evoluir e fica até mais difícil do que antes. É aí que muitas pessoas desistem, sendo que aqueles que enfrentam o vão voltam a subir e se desenvolver, alcançando o sucesso. Colocado de forma simplista, este é o argumento central do livro.

De fato, é um livro simples, objetivo e focado. É de grande ajuda para pessoas que tem dificuldades em definir metas e escolher um caminho a seguir, ou para empresas que estejam em dúvida quanto à uma decisão estratégica, precisando definir se segue em frente para colher os resultados mais à frente ou se desiste logo, antes que mais tempo e recursos sejam desperdiçados à toa.

Mas, sinceramente, existem outros livros do Seth Godin que valem mais à pena. Se você nunca leu nenhum, sugiro começar pelo Sobreviver Não é o Bastante.

Para terminar, algumas frases do livro:

“Sem muito tempo ou oportunidade para experimentar, nós intencionalmente reduzimos nossas escolhas ao que consideramos melhor.” (pg. 16)

“As empresas também se acostumam com o bom o suficiente em vez de o melhor do mundo.” (pg. 21)

“O Vão é a longa e cansativa caminhada entre o início e a maestria. Um momento de avanço lento que – por mais contraditório que pareça – é um atalho, porque leva você onde quer ir mais rapidamente do que qualquer outro caminho.” (pg. 25)

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Rafael Rez

Autor do livro "Marketing de Conteúdo: A Moeda do Século XXI", publicado pela DVS Editora. Possui MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2013. Fundador da consultoria de marketing digital Web Estratégica, já atendeu mais de 1.000 clientes em 20 anos de carreira. Co-fundador da startup GoMarketing.cloud. Fundou seu primeiro negócio em 2002, de onde saiu no final de 2010. Foi sócio de outros negócios desde então, mantendo sempre como atividade principal a direção geral da Web Estratégica. Além de Empreendedor e Consultor, é Professor em diversas instituições: HSM Educação, ILADEC, Cambury, ESAMC,ALFA, ESPM, INSPER. Em 2016 fundou a Nova Escola de Marketing.

  • Rafael, a sua colocação em meu blog quanto ao vão é muito propicia. De forma simplista e apenas com base na percepção, o vão é justamente o ponto de embalo, quando temos que nos “afundar” para embalar e nesta inércia alçar o ápice. A discussão e os pontos de vista são fundamentais para construirmos nossa vida. Como T. Harv cita em seu livro, mas Expressado originalmente por Freud, as coisas têm o sentido que damos a elas. Veja o breve post de hoje (27/1/10) no emlinguas.blogspot, que poderá ser um breve e singelo parâmetro sobre uma perspectiva do vão…….. ainda assim sendo apenas minha impressão.
    Abraços,
    Petreca.

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